Estudo 7

O ESPÍRITO SANTO E O SALVADOR

Quando Jesus se fez carne e habitou entre nós para realizar o sacrifício que possibilitaria a salvação da humanidade, ele escolheu não usar os seus atributos e prerrogativas como Deus. Ou seja, embora continuasse trazendo em si todo o poder de sua condição divina, ele decidiu viver como um ser humano. Para realizar tudo que Jesus fez na terra, ele o fez na dependência e no poder do Espírito Santo. Se Jesus, que é o Filho de Deus, dependeu do Espírito Santo assim, quanto mais nós. Veremos aqui sete informações que mostram essa dependência que o Salvador tinha do Espírito.

Concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1:35)

Como pode Deus Filho, sempre e totalmente Santo, tornar-se um ser humano sem a natureza pecaminosa? Como pode o Filho de Deus nascer de uma virgem, sem se contaminar com o pecado dela? A Bíblia nos mostra que foi uma milagrosa obra do Espírito Santo, pois ele criou o corpo do Senhor, sem pecado, no ventre de Maria, sem precisar fazer isso por meio de uma relação sexual. O Espírito Santo trabalhou para tornar efetiva a encarnação de Cristo. Pelo poder criador de Deus, a virgem encontrou-se gravida. Pelo Espírito, o nascimento do Filho eterno aconteceu.  

Ungido pelo Espírito Santo (Lucas 4:18; Atos 10:38)

O Espírito tem um ministério totalmente focado no de Cristo, e o capacitou. Sendo Deus e homem, Jesus se submeteu ao Consolador, enquanto por aqui viveu. Essa capacitação com poder, feita pelo Pai, rendeu-lhe obras maravilhosas: salvação de vidas, pregações, ensinamentos, curas, expulsão de demônios, ajuda aos necessitados e tantos outros benefícios. O Messias foi dependente do Espírito. Aquele que tem todo poder foi, em sua humanidade, ungido para falar das boas novas de salvação. 

Capacitado pelo Espírito Santo (Mateus 12:28)

No texto de Mateus 12:28, Jesus nos apresenta a realidade da chegada do reino de Deus pelo trabalho que fazia: expulsava demônios, tendo sido capacitado pelo Espírito de Deus. Isso significa que se as pessoas estavam sendo libertas das “garras” dos demônios, era evidente que Jesus era o Messias.  Essa obra desenvolvida por Cristo era a prova de que o “ano aceitável do Senhor” havia chegado. Era tempo de trazer “libertação aos cativos”, ou seja, salvá-los do inimigo. A negação dessa obra significava rejeição à revelação feita pelo Espírito sobre Jesus, e isso era blasfêmia, o pecado imperdoável. 

 

Ajudado pelo Espírito Santo (Atos 1:1-2)

No início de Atos, temos uma informação importante da relação do Espírito com Cristo: Jesus tinha feito obras, ensinado a Palavra e dado mandamentos, por meio do Espírito (At 1:1-2). Isso não significa que Jesus havia perdido sua sabedoria eterna, mas, sim, que tinha se humilhado, a ponto de, humanamente, ter de aprender e depender. O Messias humano depende do Espírito para cumprir seu ministério. Veja a nobreza das pessoas divinas: uma relação de submissão, dependência e respeito. Jesus nos mostra que a salvação é um trabalho em equipe e que o fato de “precisar” da ajuda do Espírito não diminui seu poder, muito menos sua pessoa, mas mostra sua parceria com o Outro Consolador. 

Amparado pelo Espírito Santo (Hebreus 9:14; 12:2)

É fascinante percebermos, na Palavra de Deus, como se dá a relação do Espírito com o Senhor Jesus. E, em mais um importante episódio, Deus era com Cristo. O autor de Hebreus nos mostra que, no sofrimento da cruz, o Espírito estava com ele, e foi por seu intermédio, Jesus se ofereceu sem pecado a Deus. A oferta de Jesus era pura, por sua essência santa, e agradou ao Pai (Hb 9:14). O Espírito sempre esteve com Cristo; sempre o auxiliou nas alegrias e nas tristezas. Certamente, o Senhor auxiliou Jesus nos momentos mais complexos de sua encarnação. 

Ressuscitado pelo Espírito Santo (Romanos 8:11)

Em Romanos 8:11, Paulo afirma que o Espírito Santo ressuscitou Jesus. A ressurreição, por sinal, é uma obra conjunta da Triunidade. Mais uma vez, podemos ver que o Espírito trabalha em prol da realização do plano da Salvação. O Espírito usou sua onipotência para arrancar o Senhor da vida do túmulo. Se ele estava com Cristo, em sua caminhada até a crucificação, também ajudou a deixar o túmulo vazio. Os judeus e os romanos ficaram desconfiados de que os seguidores de Jesus intentassem roubar seu corpo; por isso, colocaram guardas na entrada do túmulo. Mas quem retirou Cristo de lá foi o Espírito.  Paulo diz que esse mesmo Espírito dá vida aos que creem no Senhor. 

Testificado pelo Espírito Santo (João 15:26)

Já se ouviu dizer que o Espírito Santo tem o “ministério do holofote”. E este holofote está virado para dar luz total a Jesus. Em outras palavras, o Espírito dá testemunho de Jesus a todos, como ele afirma no evangelho de João (15:26). Ele nos mostra que Jesus é aquele que pode nos salvar de nossos pecados e tornar-se o Senhor de nossa vida. O Espírito Santo testemunha de Cristo, para que o pecador esclarecido se renda ao Senhor e viva para a sua glória. Só é possível ao ser humano crer que Cristo é o Messias se o Espírito lhe testemunhar. Só se crê na encarnação, na morte, na ressurreição e na volta de Jesus pela atuação do Testificador. 

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