Estudo 11

O ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO

 

A Bíblia nos ensina que há uma estreita relação do Espírito Santo com as orações dos cristãos. 

O Santo Espírito nos ajuda a orar de forma certa, levando-nos a perceber a necessidade de falar com Deus e colocando em nós esse santo desejo. Ele nos leva a arrepender-nos de nossos erros e nos aproximar de Deus para que peçamos perdão. Ele que nos ensina a orar e, em alguns momentos, ora em nosso lugar. É fundamental entendermos o quanto o Espírito Santo trabalha enquanto buscamos ao Pai em oração.  

 

  1. O Espírito de gratidão e súplica (Zacarias 12:10)

O Espírito Santo nos ajuda a orar. Orar é falar com Deus. O que devemos falar a ele? Como devemos nos expressar? Os atos da gratidão e súplica são excelentes alternativas. Ao falar com o Senhor, não deixe passar a oportunidade de agradecer-lhe. A sua misericórdia, bem como o seu amor e a sua ação em nossas vidas são motivos mais que suficientes para lhe prestarmos gratidão. Quando orarmos, tenhamos confiança em Deus, a ponto de lhe prestarmos súplica, isto é, apresentarmos a ele nossas necessidades pessoais, familiares e comunitárias, a fim de que, com sua graça, intervenha em nosso favor. É o Espírito Santo que nos ajuda a orar assim. No livro de Zacarias, ele é identificado como o Espírito de gratidão e súplica.

 

  1. Não sabemos orar direito (Romanos 8:26)

Não sabemos orar como convém, e isso é fato. Às vezes, não sabemos o que falar, como falar, nem o que pedir. Como é comum acontecer, nós nos limitamos a pedir e esquecemos de agradecer, sem contar as vezes em que suplicamos por nós, mas ignoramos as necessidades alheias. Não oramos como convém. Mas o Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza e intercede por nós! As palavras que nossos lábios são incapazes de expressar são mediadas pelo Espírito ao Pai. Mas como ele consegue isso? Simples: ele é Deus! O Espírito conhece a nossa mente, sonda o nosso coração e nos estimula a orar conforme a vontade do Pai (Rm 8:27). 

 

  1. Sintonizados com a vontade de Deus (Romanos 8:27; 1 João 5:14)

 Naturalmente, nós nos deleitamos em fazer a nossa própria vontade. Diariamente, escolhemos o que comer, o que vestir, o que fazer. Dar ordens, por exemplo, é preferível a recebê-las. Mas quando se trata da oração, não é a nossa vontade que prevalece. O Espírito Santo intercede por nós, segundo a vontade de Deus, sugere Paulo (Rm 8:27). Deus nos ouve e nos responde, desde que peçamos alguma coisa segundo a sua vontade, afirma João (1 Jo 5:14). Logo, Deus pode dizer “sim” ou “não” para nós. A vontade dele decidirá. Portanto, ao orarmos a Deus, não ignoremos o princípio: Seja feita a tua vontade. Dessa maneira, estaremos sintonizados com a vontade de Deus e nossa oração será sempre respondida. 

 

  1. A convicção de que sou filho (Romanos 8:14-16)

Éramos filhos do diabo (Jo 8:44), filhos da desobediência (Ef 2:2) e filhos da ira (Ef 2:3). Isso, é claro, porque, a partir do momento em que Adão e Eva, de quem descendemos, pecaram, o relacionamento de amizade que havia entre eles e Deus foi rompido. O sacrifício de Jesus, na cruz, no entanto, restaurou a amizade entre Deus e a humanidade, de modo que a todos os que receberam Jesus como Senhor e Salvador foi dado o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome (Jo 1:12). Se somos filhos de Deus, temos liberdade para nos achegarmos a ele, conversar com ele, convictos de que, como um Pai que ama os seus filhos, Deus nos presenteará com a sua resposta. É o Espírito que nos traz a convicção de que somos filhos.

 

  1. Orando no Espírito (Efésios 6:18; Judas 20)

 A oração é uma arma espiritual, utilizada pelos crist para guerrear contra as forças espirituais do mal (Ef 6:12). Nessa peleja, que faz oposição, não à carne e ao sangue, mas aos dominadores deste mundo, o cristão não pode, em momento algum, vacilar. É preciso orar em todo o tempo no Espírito (Ef 6:18). O que é orar no Espírito? É orar com o auxílio dele, isto é, em harmonia com a sua vontade, revelada na Bíblia. A oração apta a combater as forças malignas não é resultado de egoísmo e soberba humana, mas brota de um profundo temor aos princípios da Escritura, cuja inspiração procede do Espírito Santo. 

 

  1. Ele vem quando oramos (Atos 1:14; 2:1-2)

  A poucos dias do Pentecoste, os discípulos, com as mulheres, se encontravam em atitude de oração (At 1:14). E assim permaneceram, até o dia de Pentecostes. Qual o objetivo dessa oração fervorosa e intensa? O derramamento do Espírito Santo! E de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados (At 2:2). Era a manifestação do Espírito. Valeram a pena os dias de busca e as noites em claro. Valeu a pena esperar. Valeu a pena orar. Sim, quando oramos em busca do Espírito Santo, ele vem! 

 

  1. Oração é uma fonte de poder! (Atos 4:31) 

 Ser cristão não é garantia de uma vida sem tribulação. A igreja do primeiro século que o diga! Pedro e João sofreram retaliações, por testemunharem de Jesus. Sabendo disso, a igreja se pôs a orar (At 4:23-24). O que eles pediram nessa oração? Que Deus os livrasse dos inimigos e lhes concedesse poder para pregar a Palavra com intrepidez. A resposta veio: … tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus (At 4:31). A oração realizada na autoridade do nome de Jesus é fonte de poder. Se quisermos ser intrépidos e cheios do Espírito Santo para testemunhar, oremos.

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