Estudo 11: O ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO

Estudo 11

O ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO

 

A Bíblia nos ensina que há uma estreita relação do Espírito Santo com as orações dos cristãos. 

O Santo Espírito nos ajuda a orar de forma certa, levando-nos a perceber a necessidade de falar com Deus e colocando em nós esse santo desejo. Ele nos leva a arrepender-nos de nossos erros e nos aproximar de Deus para que peçamos perdão. Ele que nos ensina a orar e, em alguns momentos, ora em nosso lugar. É fundamental entendermos o quanto o Espírito Santo trabalha enquanto buscamos ao Pai em oração.  

 

  1. O Espírito de gratidão e súplica (Zacarias 12:10)

O Espírito Santo nos ajuda a orar. Orar é falar com Deus. O que devemos falar a ele? Como devemos nos expressar? Os atos da gratidão e súplica são excelentes alternativas. Ao falar com o Senhor, não deixe passar a oportunidade de agradecer-lhe. A sua misericórdia, bem como o seu amor e a sua ação em nossas vidas são motivos mais que suficientes para lhe prestarmos gratidão. Quando orarmos, tenhamos confiança em Deus, a ponto de lhe prestarmos súplica, isto é, apresentarmos a ele nossas necessidades pessoais, familiares e comunitárias, a fim de que, com sua graça, intervenha em nosso favor. É o Espírito Santo que nos ajuda a orar assim. No livro de Zacarias, ele é identificado como o Espírito de gratidão e súplica.

 

  1. Não sabemos orar direito (Romanos 8:26)

Não sabemos orar como convém, e isso é fato. Às vezes, não sabemos o que falar, como falar, nem o que pedir. Como é comum acontecer, nós nos limitamos a pedir e esquecemos de agradecer, sem contar as vezes em que suplicamos por nós, mas ignoramos as necessidades alheias. Não oramos como convém. Mas o Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza e intercede por nós! As palavras que nossos lábios são incapazes de expressar são mediadas pelo Espírito ao Pai. Mas como ele consegue isso? Simples: ele é Deus! O Espírito conhece a nossa mente, sonda o nosso coração e nos estimula a orar conforme a vontade do Pai (Rm 8:27). 

 

  1. Sintonizados com a vontade de Deus (Romanos 8:27; 1 João 5:14)

 Naturalmente, nós nos deleitamos em fazer a nossa própria vontade. Diariamente, escolhemos o que comer, o que vestir, o que fazer. Dar ordens, por exemplo, é preferível a recebê-las. Mas quando se trata da oração, não é a nossa vontade que prevalece. O Espírito Santo intercede por nós, segundo a vontade de Deus, sugere Paulo (Rm 8:27). Deus nos ouve e nos responde, desde que peçamos alguma coisa segundo a sua vontade, afirma João (1 Jo 5:14). Logo, Deus pode dizer “sim” ou “não” para nós. A vontade dele decidirá. Portanto, ao orarmos a Deus, não ignoremos o princípio: Seja feita a tua vontade. Dessa maneira, estaremos sintonizados com a vontade de Deus e nossa oração será sempre respondida. 

 

  1. A convicção de que sou filho (Romanos 8:14-16)

Éramos filhos do diabo (Jo 8:44), filhos da desobediência (Ef 2:2) e filhos da ira (Ef 2:3). Isso, é claro, porque, a partir do momento em que Adão e Eva, de quem descendemos, pecaram, o relacionamento de amizade que havia entre eles e Deus foi rompido. O sacrifício de Jesus, na cruz, no entanto, restaurou a amizade entre Deus e a humanidade, de modo que a todos os que receberam Jesus como Senhor e Salvador foi dado o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome (Jo 1:12). Se somos filhos de Deus, temos liberdade para nos achegarmos a ele, conversar com ele, convictos de que, como um Pai que ama os seus filhos, Deus nos presenteará com a sua resposta. É o Espírito que nos traz a convicção de que somos filhos.

 

  1. Orando no Espírito (Efésios 6:18; Judas 20)

 A oração é uma arma espiritual, utilizada pelos crist para guerrear contra as forças espirituais do mal (Ef 6:12). Nessa peleja, que faz oposição, não à carne e ao sangue, mas aos dominadores deste mundo, o cristão não pode, em momento algum, vacilar. É preciso orar em todo o tempo no Espírito (Ef 6:18). O que é orar no Espírito? É orar com o auxílio dele, isto é, em harmonia com a sua vontade, revelada na Bíblia. A oração apta a combater as forças malignas não é resultado de egoísmo e soberba humana, mas brota de um profundo temor aos princípios da Escritura, cuja inspiração procede do Espírito Santo. 

 

  1. Ele vem quando oramos (Atos 1:14; 2:1-2)

  A poucos dias do Pentecoste, os discípulos, com as mulheres, se encontravam em atitude de oração (At 1:14). E assim permaneceram, até o dia de Pentecostes. Qual o objetivo dessa oração fervorosa e intensa? O derramamento do Espírito Santo! E de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados (At 2:2). Era a manifestação do Espírito. Valeram a pena os dias de busca e as noites em claro. Valeu a pena esperar. Valeu a pena orar. Sim, quando oramos em busca do Espírito Santo, ele vem! 

 

  1. Oração é uma fonte de poder! (Atos 4:31) 

 Ser cristão não é garantia de uma vida sem tribulação. A igreja do primeiro século que o diga! Pedro e João sofreram retaliações, por testemunharem de Jesus. Sabendo disso, a igreja se pôs a orar (At 4:23-24). O que eles pediram nessa oração? Que Deus os livrasse dos inimigos e lhes concedesse poder para pregar a Palavra com intrepidez. A resposta veio: … tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus (At 4:31). A oração realizada na autoridade do nome de Jesus é fonte de poder. Se quisermos ser intrépidos e cheios do Espírito Santo para testemunhar, oremos.

Estudo 10: O ESPÍRITO SANTO E OS MILAGRES

Estudo 10

O ESPÍRITO SANTO E OS MILAGRES

 

O Espírito Santo é Deus, e por isso, é onipotente. Por ser onipotente, ele realiza milagres e maravilhas. Hoje vamos analisar alguns episódios no livro de Atos, em que Ele realizou sinais e prodígios por meio dos cristãos.

 

  1. O milagre da pregação (Atos 2:37-41)

 O Espírito Santo agiu milagrosamente, por meio da pregação da Palavra, primeiramente na vida de Pedro. Na ocasião da prisão e da morte de Jesus, ele o havia negado, dizendo: … não conheço esse homem (Mt 26:74). Mas, após o derramamento do Espírito, passou a pregar ousadamente (At 2:14). Em seguida, o Espírito usou o milagre da pregação para convencer a multidão: … compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? (At 2:37). A pregação atingiu o coração daquelas pessoas e elas aceitaram a Palavra, receberam o batismo, e a igreja de Cristo cresceu extraordinariamente.   

 

  1. Não temos ouro nem prata… (Atos 3:4-6)

 Pedro e João serviram a obra de Deus, apesar dos poucos recursos. Usavam o evangelho para servir os necessitados, não para usurpar os abastados. Não possuíam ouro nem prata, mas haviam recebido autoridade do Espírito Santo para, em nome de Jesus, curar as pessoas. O paralítico pediu esmola, mas esta não supriria a sua necessidade. Cristo o presenteou com algo maior! Ele foi curado e passou a andar. Mais que isso, fez algo que nunca antes havia experimentado: saltou radiante! O Espírito Santo nos usa para servir não aos desejos, mas às suas necessidades humanas. A limitação de nossos recursos não pode impedir a ação poderosa do Espírito.   

 

  1. Sinais e maravilhas em Samaria (Atos 8:5-8)

 O Espírito Santo também agiu fora dos limites da cidade de Jerusalém. O evangelho logo passou a ser anunciado em Samaria, cidade composta de pessoas de etnia mista, consideradas rivais dos judeus. No poder do Espírito, Filipe testemunhou de Cristo aos samaritanos e eles creram. Eles ouviram a Palavra e viram o efeito que ela provoca: … os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados (At 8:7). O evangelho deve ser ouvido e visto. Sinais e maravilhas podem ser operados pelo Espírito Santo. Por meio deste, pessoas são libertas e curadas, e a alegria se torna generalizada.  

 

  1. Algemas caem e portas se abrem (Atos 12:6-12)

 Pedro estava marcado para morrer. O corredor da morte o aguardava. Herodes havia mandado prender e maltratar alguns cristãos, mas Pedro era um troféu que ele almejava oferecer aos judeus inimigos do evangelho (At 12:1-6). Que tal fugir? Impossível! O fiel apóstolo estava preso com cadeias, entre dois soldados armados e treinados, sem contar as sentinelas que guardavam a porta do cárcere. Mas o que parecia impossível aconteceu. O anjo do Senhor livrou Pedro das cadeias que o prendiam e o libertou do cárcere. Pedro foi salvo da morte por um milagre divino.     

 

  1. Enquanto oramos e cantamos (Atos 16:25-26)

Seus corpos estavam marcados por açoites; suas vestes, sujas de sangue. Como bandidos, foram lançados no cárcere. Paulo e Silas, aparentemente, não tinham motivo para outra coisa, a não ser lamentar e murmurar. Contudo, agiram diferente: oravam e cantavam louvores a Deus, estimulando a audição dos outros prisioneiros. E o milagre aconteceu: um terremoto sacudiu os alicerces da prisão, as portas se abriram e as cadeias se romperam (At 16:26). Paulo e Silas cantavam e oravam porque maior é o que estava neles. Eles tinham o Espírito Santo! Maior que os açoites que nos ferem, que as cadeias que nos prendem e que a prisão que nos limita é o Espírito que nos surpreende! 

 

  1. Milagres extraordinários em Éfeso (Atos 19:10-13)

O Espirito Santo confirmou o trabalho missionário de Paulo, em Éfeso, por meio de milagres extraordinários. A palavra pregada pelo apóstolo, no período de dois anos, naquela cidade, era acompanhada por fenômenos sobrenaturais: enfermos eram curados e possessos eram libertos; até os lenços e os aventais de Paulo eram utilizados na realização de milagres. Qual o resultado da operação do Espírito naquele lugar? Conversão: muitos creram em Jesus e confessaram seus pecados; renúncia: muitos mágicos queimaram seus livros de magia; crescimento: a Palavra do Senhor se expandia de maneira poderosa.   

 

  1. Socorro em meio à tormenta (Atos 27:22)

Outro grande milagre é narrado no livro de Atos. Paulo foi levado como prisioneiro em um navio com destino a Roma. A embarcação, porém, foi açoitada por um tufão de vento, chamado Euroaquilão (At 27:14). Cargas tiveram de ser lançadas ao mar, para aliviar o navio. Por dias, os tripulantes enfrentaram grande tempestade, e o desespero tirou-lhes a fé na sobrevivência. Porém, Paulo os aconselhou a terem bom ânimo, pois Deus não os deixaria morrer, e todos chegaram a salvo na ilha de Malta. Na tormenta, o Senhor nos socorre. Por isso, não podemos perder o ânimo, nem nos entregar ao desespero. A tormenta não decide os rumos da nossa vida, mas, sim, o Espírito de Deus. 

Estudo 9: O ESPÍRITO SANTO E OS DONS

Estudo 9

O ESPÍRITO SANTO E OS DONS

Uma das mais importantes obras do Espírito Santo com relação à igreja é a capacitação de seus membros através dos dons espirituais. Ao falar sobre este tema o apóstolo Paulo compara a igreja com o corpo humano. Os cristãos são os membros deste corpo, em que cada um tem uma função determinada pelo Espírito por meio dos dons e habilidades recebidos. Vejamos o que a Bíblia nos ensina: 

 

  1. A variedade dos dons (1 Coríntios 12:4-6; Romanos 12:6-8)

            Nem todos recebemos o mesmo dom, mas o dom que recebemos é importante e útil. Os efeitos e os resultados de cada dom são diferentes entre si, pois atendem às circunstâncias variadas. Todavia, o texto de 1 Coríntios 12:4-6 também sugere unidade: o Espírito é o mesmo; o Senhor é o mesmo; o mesmo Deus é quem opera. Isso significa que os dons, embora diversos, servem a uma mesma causa: a obra de Deus; que ninguém deve se envaidecer, por possuir algum dom, pois é Deus quem opera, não o ser humano.     

 

  1. A distribuição dos dons (1 Coríntios 12:7-11)

Ninguém pode ser portador dos dons espirituais, se o Espírito Santo não lhe conceder tal benefício. Podemos aprender sobre os dons, numa sala de aula, e até nos tornar peritos no assunto, mas só podemos exercitá-los se o Espírito Santo assim o quiser. Determinados dons podem ser almejados, mas cabe ao Espírito a palavra final. É ele quem distribui os dons, como lhe apraz (1Co 12:11). É na dependência do Espírito Santo que expressaremos a palavra da sabedoria, que teremos autoridade para curar, que ministraremos operações de milagres, profecias, discernimento de espíritos e falemos novas línguas. 

 

  1. O propósito dos dons (Efésios 4:11-13).

 Os dons espirituais têm um propósito, mas há quem o desconheça ou o ignore. Não é a finalidade dos dons a promoção pessoal. Quem recebe um dom de Deus não deve achar-se mais espiritual ou mais importante que os outros. Os dons também não visam promover divisão. Quem possui determinado dom não deve excluir quem não o tem, nem ignorar a importância dos outros, dentro do corpo de Cristo. O texto bíblico é claro: os dons são dados para o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4:12). Os dons nos ajudam a servir ao Senhor e ao próximo com maturidade. Eles servem para que a igreja cumpra a sua missão.  

 

  1. A importância dos dons (1 Coríntios 12:21-24)

  Para enfatizar a importância dos dons, o apóstolo Paulo trata sobre a importância dos membros do corpo humano. Por menor que pareça, cada membro tem sua utilidade no corpo, de modo que não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós (1Co 12:21). A ausência de um membro enfraquece e limita o corpo. Assim são os dons espirituais: apesar de serem diversos, cada um tem grande relevância. Todos são úteis na edificação do corpo de Cristo. Eles trabalham juntos, unidos, sem rivalidade, sem ciúme, em harmonia. Cada membro, com seus dons, faz diferença e torna o corpo de Cristo robusto. 

 

  1. A procura dos dons (1 Coríntios 12:31)

Os dons são distribuídos soberanamente pelo Espírito Santo, do modo que lhe apraz (1Co 12:11). Isso, todavia, não significa que não podemos procurar ou desejar certos dons. Ainda que essa procura não seja garantia de que receberemos os dons que desejamos, podemos pedi-los a Deus. Sim, podemos procurar com zelo os melhores dons, afirma Paulo em 1 Co 12:31. Todos os dons são úteis e importantes; contudo, de acordo com a Bíblia, existem os melhores dons, que propiciam mais benefícios para o corpo, já que o intuito dos dons é a edificação da igreja. Contudo, quem possui os melhores dons não é mais importante que aqueles que não os possuem. 

 

  1. A utilização dos dons (1 Coríntios 13:1-3)

Os dons são importantes e necessários; visam à edificação da igreja. O Espírito é quem os concede aos membros do corpo de Cristo. Apesar disso, os dons não devem ser utilizados de qualquer maneira. De nada adianta possuirmos dons, se não os exercitarmos com amor. Segundo o texto sagrado de 1Co 13:1-3, é inútil falar a língua dos homens e dos anjos, profetizar, demonstrar atitudes de fé, praticar a generosidade, sem amor. Sem amor, podemos ter dons e, ao mesmo tempo, um coração soberbo; corremos o risco de servir os outros alimentando a natureza pecaminosa (Gl 5:13). O amor é o caminho superior (1 Co 12:31). 

 

  1. O descaso com os dons (1 Coríntios 12:1; 1 Pedro 4:10-11)

O descaso com os dons se manifesta por meio da ignorância. Há quem almeje receber dons, mas não se interesse por estudá-los e conhecê-los. Mas não podemos ser ignorantes acerca dos dons (1Co 12:1). Precisamos saber usar as dádivas que o Senhor nos deu. O descaso com os dons também se manifesta na omissão. Há quem receba dons e se omita de utilizá-los. É preciso servir uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu (1Pd 4:10). Em vez de enterrar nossos talentos, ouçamos a voz de Paulo ecoar em nossa consciência: … não desprezes o dom que há em ti (1 Tm 4:14).  

Estudo 8: O ESPÍRITO SANTO E A SANTIDADE

Estudo 8

O ESPÍRITO SANTO E A SANTIDADE

Uma das mais extraordinárias obras que o Espírito Santo realiza na vida de um cristão é a santificação. Esta é uma ação graciosa e delongada que ele realiza em nós com amor e paciência. O fato é que a partir do momento em que entregamos a nossa vida a Cristo e fomos justificados pela fé, o Senhor começou essa obra em nós. Seu projeto é nos fazer parecidos com Jesus Cristo. Hoje vamos refletir sobre essa relação entre o Espírito Santo e a nossa vida de santidade.

 

  1. Onde ele habita, a casa fica limpa! (Romanos 8:9-12)

Romanos 8:9-12 nos mostra como a presença do Espírito em nós é marcada pela santidade. Primeiro, a nossa vida não é mais direcionada pela carne, pois Deus agora está em nossa “casa”. Segundo, o corpo, embora enfraquecido pelo pecado, tem vida, pela prática da vontade do Senhor. Terceiro, a presença de Deus, dentro de nós, nos garante uma vitalidade renovadora, porque o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus atua para vivermos para a glória de Deus. Nosso corpo é a casa de Deus; o que fazemos com ele pode trazer alegria ou tristeza para o Senhor. Nossos pensamentos, nossas palavras, nossas ações, nossas roupas e nosso comportamento devem ser agradáveis a Deus. 

 

  1. Ele atua em nossa santificação (2 Tessalonicenses 2:13-14)

Santificação nada mais é que uma vida guiada pelo Espírito, cujos frutos são: o amor a Deus, a obediência à Palavra e as boas obras ao próximo. A santificação é a “salvação” presente que nos levará à salvação futura, a glorificação. Paulo, aos cristãos tessalônicos (2:13-14), mostra justamente esse movimento. Fomos salvos no passado, o que nos abriu a porta de graça, para andarmos retamente. E este caminho nos leva ao futuro, junto de Deus e de seus santos. Ao logo dessa jornada, andamos guiados pelo Espírito Santo; afinal, é ele quem atua em nossa santificação e cria em nós o desejo de nos parecermos com Jesus. Sem essa ajuda, não conseguimos viver em santidade. 

 

  1. Produz a tristeza segundo Deus (2 Coríntios 7:10)

Nem sempre tristeza significa algo para nos derrubar. Parece até estranho que Paulo, que diz para nos alegrarmos, trate sobre uma tristeza provocada pelo Senhor (Fl 4:4; 2 Co 7:10). Paulo se refere a uma carta anterior, que havia escrito aos coríntios, que o haviam entristecido. Porém, diz que isso era para levá-los ao arrependimento. A tristeza segundo Deus era para conscientizá-los de seus pecados e levá-los a uma nova atitude. A tristeza do mundo mostra os nossos erros e nos faz desistir do caminho; a tristeza provocada por Deus nos devolve a alegria da salvação.

 

  1. Seu trabalho é progressivo (2 Coríntios 3:18, Filipenses 1:6)

A vida cristã não é instantânea, como um macarrão feito em 3 minutos. É uma jornada ascendente, em que, a cada dia, a graça de Deus atua e nós respondemos, obedecendo à Palavra de Deus. Na linguagem de 2 Coríntios 3:18, vamos crescendo de glória em glória, pelo poder do Espírito. A obra da salvação, iniciada no dia de nossa conversão, passa por toda a nossa história e se encerra na glorificação (Fp 1:6). Quanto mais o Espírito age em nossa vida, mais desejamos a santificação e, por consequência, crescermos na vida cristã. Apesar de nossas limitações, somos chamados a progredir na fé, pelo agir de Deus. 

 

  1. A luta entre a carne e o Espírito (Gálatas 5:16-21)

A vida cristã pode ser muito bem considerada uma batalha e um ringue. Afinal, a natureza humana caída, mesmo derrotada em nós, ainda conspira contra a inclinação espiritual criada pelo Senhor, dentro de cada cristão. Um ringue, porque é uma luta entre nossos desejos maus e nossos novos impulsos gerados pela presença do Espírito (Gl 5:16-21). Somente quem é cristão vive com esse dilema consciente, pois percebe que seus desejos ruins desagradam ao Pai. Por isso, o Espírito manifesta toda a sua contrariedade, quando desobedecemos à Palavra de Deus. Ele se opõe energicamente contra a nossa carnalidade. 

 

  1. Gerando em nós o caráter de Cristo (Gálatas 5:22-23)

O Espírito trabalha para que, inclinados a sua vontade, desenvolvamos o seu fruto e não as obras da carne, que só desaparecerão complemente na volta de Jesus.  É necessário que sejamos mais amorosos, bondosos, pacientes, controlados, fiéis etc. (Gl 5:22-23). Temos de frutificar, para termos grande colheita espiritual. Quando nos submetemos à vontade de Deus e, diante de seu poder, vivemos a Palavra, estamos nos parecendo mais com nosso Senhor. Deus nos capacitou com o Espírito, para andarmos nos mesmos passos de Jesus. Certamente, este caminho não é fácil de percorrer, mas é possível. O Espírito age, gerando em nós o caráter de Cristo.

 

  1. Vivendo e andando no Espírito (Gálatas 5:24-25)

Gálatas 5:24-25 nos mostra importantes detalhes sobre a alteração causada pela salvação em nossa vida. Estamos “crucificados” para nossos desejos, ou seja, eles foram vencidos pelo poder que vem da cruz de Jesus. O segundo ponto é que, com a vinda do Espírito para nós, nossa vida é presidida por ele. Sua presença nos submete novamente à vivência da lei de Deus. Sendo assim, temos de andar no Espírito, ou seja, obedecendo-lhe. Se dissermos que somos sua habitação, também devemos caminhar conforme sua legislação: a Palavra de Deus. Assim, correspondendo a sua presença em nós, chegaremos ao fim e seremos glorificados.

Estudo 7: O ESPÍRITO SANTO E O SALVADOR

Estudo 7

O ESPÍRITO SANTO E O SALVADOR

Quando Jesus se fez carne e habitou entre nós para realizar o sacrifício que possibilitaria a salvação da humanidade, ele escolheu não usar os seus atributos e prerrogativas como Deus. Ou seja, embora continuasse trazendo em si todo o poder de sua condição divina, ele decidiu viver como um ser humano. Para realizar tudo que Jesus fez na terra, ele o fez na dependência e no poder do Espírito Santo. Se Jesus, que é o Filho de Deus, dependeu do Espírito Santo assim, quanto mais nós. Veremos aqui sete informações que mostram essa dependência que o Salvador tinha do Espírito.

Concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1:35)

Como pode Deus Filho, sempre e totalmente Santo, tornar-se um ser humano sem a natureza pecaminosa? Como pode o Filho de Deus nascer de uma virgem, sem se contaminar com o pecado dela? A Bíblia nos mostra que foi uma milagrosa obra do Espírito Santo, pois ele criou o corpo do Senhor, sem pecado, no ventre de Maria, sem precisar fazer isso por meio de uma relação sexual. O Espírito Santo trabalhou para tornar efetiva a encarnação de Cristo. Pelo poder criador de Deus, a virgem encontrou-se gravida. Pelo Espírito, o nascimento do Filho eterno aconteceu.  

Ungido pelo Espírito Santo (Lucas 4:18; Atos 10:38)

O Espírito tem um ministério totalmente focado no de Cristo, e o capacitou. Sendo Deus e homem, Jesus se submeteu ao Consolador, enquanto por aqui viveu. Essa capacitação com poder, feita pelo Pai, rendeu-lhe obras maravilhosas: salvação de vidas, pregações, ensinamentos, curas, expulsão de demônios, ajuda aos necessitados e tantos outros benefícios. O Messias foi dependente do Espírito. Aquele que tem todo poder foi, em sua humanidade, ungido para falar das boas novas de salvação. 

Capacitado pelo Espírito Santo (Mateus 12:28)

No texto de Mateus 12:28, Jesus nos apresenta a realidade da chegada do reino de Deus pelo trabalho que fazia: expulsava demônios, tendo sido capacitado pelo Espírito de Deus. Isso significa que se as pessoas estavam sendo libertas das “garras” dos demônios, era evidente que Jesus era o Messias.  Essa obra desenvolvida por Cristo era a prova de que o “ano aceitável do Senhor” havia chegado. Era tempo de trazer “libertação aos cativos”, ou seja, salvá-los do inimigo. A negação dessa obra significava rejeição à revelação feita pelo Espírito sobre Jesus, e isso era blasfêmia, o pecado imperdoável. 

 

Ajudado pelo Espírito Santo (Atos 1:1-2)

No início de Atos, temos uma informação importante da relação do Espírito com Cristo: Jesus tinha feito obras, ensinado a Palavra e dado mandamentos, por meio do Espírito (At 1:1-2). Isso não significa que Jesus havia perdido sua sabedoria eterna, mas, sim, que tinha se humilhado, a ponto de, humanamente, ter de aprender e depender. O Messias humano depende do Espírito para cumprir seu ministério. Veja a nobreza das pessoas divinas: uma relação de submissão, dependência e respeito. Jesus nos mostra que a salvação é um trabalho em equipe e que o fato de “precisar” da ajuda do Espírito não diminui seu poder, muito menos sua pessoa, mas mostra sua parceria com o Outro Consolador. 

Amparado pelo Espírito Santo (Hebreus 9:14; 12:2)

É fascinante percebermos, na Palavra de Deus, como se dá a relação do Espírito com o Senhor Jesus. E, em mais um importante episódio, Deus era com Cristo. O autor de Hebreus nos mostra que, no sofrimento da cruz, o Espírito estava com ele, e foi por seu intermédio, Jesus se ofereceu sem pecado a Deus. A oferta de Jesus era pura, por sua essência santa, e agradou ao Pai (Hb 9:14). O Espírito sempre esteve com Cristo; sempre o auxiliou nas alegrias e nas tristezas. Certamente, o Senhor auxiliou Jesus nos momentos mais complexos de sua encarnação. 

Ressuscitado pelo Espírito Santo (Romanos 8:11)

Em Romanos 8:11, Paulo afirma que o Espírito Santo ressuscitou Jesus. A ressurreição, por sinal, é uma obra conjunta da Triunidade. Mais uma vez, podemos ver que o Espírito trabalha em prol da realização do plano da Salvação. O Espírito usou sua onipotência para arrancar o Senhor da vida do túmulo. Se ele estava com Cristo, em sua caminhada até a crucificação, também ajudou a deixar o túmulo vazio. Os judeus e os romanos ficaram desconfiados de que os seguidores de Jesus intentassem roubar seu corpo; por isso, colocaram guardas na entrada do túmulo. Mas quem retirou Cristo de lá foi o Espírito.  Paulo diz que esse mesmo Espírito dá vida aos que creem no Senhor. 

Testificado pelo Espírito Santo (João 15:26)

Já se ouviu dizer que o Espírito Santo tem o “ministério do holofote”. E este holofote está virado para dar luz total a Jesus. Em outras palavras, o Espírito dá testemunho de Jesus a todos, como ele afirma no evangelho de João (15:26). Ele nos mostra que Jesus é aquele que pode nos salvar de nossos pecados e tornar-se o Senhor de nossa vida. O Espírito Santo testemunha de Cristo, para que o pecador esclarecido se renda ao Senhor e viva para a sua glória. Só é possível ao ser humano crer que Cristo é o Messias se o Espírito lhe testemunhar. Só se crê na encarnação, na morte, na ressurreição e na volta de Jesus pela atuação do Testificador.